REGIÃO DE ASSIS

REGIÃO DE ASSIS/SP. NOTÍCIAS E ORIENTAÇÕES SOBRE POLÍCIA OSTENSIVA E PRESERVAÇÃO DA ORDEM PÚBLICA NOS 13 MUNICÍPIOS DA ÁREA DO 32º BPM/I, SUDOESTE DO ESTADO DE SÃO PAULO (ASSIS, PARAGUAÇU PAULISTA , CÂNDIDO MOTA, PALMITAL, TARUMÃ, MARACAÍ, CRUZÁLIA, LUTÉCIA, PEDRINHAS PAULISTA , FLORÍNEA, IBIRAREMA, PLATINA E CAMPOS NOVOS).

VEJA E BAIXE A REVISTA COMEMORATIVA DOS 25 ANOS DO BATALHÃO (CLICK AQUI), EM PDF! NOSSA HISTÓRIA REGISTRADA.

terça-feira, 5 de março de 2013

POLÍCIA MILITAR É POLÍCIA COMUNITÁRIA: EXPERIÊNCIAS NO BATALHÃO DE ASSIS/SP

 
                Depois de designado para analisar iniciativas no âmbito do 32º Batalhão de Polícia Militar do Interior (região de Assis), promovendo reunião com oficiais e debates produtivos, pude concluir que grande parte das ações atuais dos nossos policiais militares pode e deve ser reconhecida como exercício de Polícia Comunitária.

                Essa expressão consagrada e difundida na década de 1990 - e aceita como uma categorização ideal para um órgão policial - tem seu significado atribuído ora a uma filosofia de trabalho, ora a uma estratégia organizacional do órgão policial; essa filosofia e estratégia aplicadas induzem a uma parceria entre a população e a polícia, baseando-se na premissa de que a polícia e a comunidade devem trabalhar juntas para identificar, priorizar e resolver problemas, com o objetivo de melhorar a qualidade geral de vida na comunidade.

                Já o “policiamento comunitário” pode ser traduzido como o conjunto das ações e estratégias táticas que resultam dessa integração, e também designa um dos programas de policiamento ostensivo no Estado de São Paulo: aquele realizado mediante o funcionamento de uma Base Comunitária (sim, muito antes da exaustiva divulgação das chamadas UPP – Unidades de Polícia Pacificadora no Rio de Janeiro, a Polícia Militar de São Paulo já desenvolvia o programa de Polícia Comunitária com Bases instaladas em locais de maior vulnerabilidade e de interesse para a segurança pública, como é o caso do “Jardim Ângela” na capital).

                Nesse contexto, aproveitando o exercício realizado como preparação para uma reunião “Plenária de Polícia Comunitária” que desenvolveremos em breve, passo a discorrer sobre sete experiências relevantes que evidenciam o emprego da filosofia de Polícia Comunitária e ações de policiamento comunitário, como estratégia de atuação do policiamento preventivo na região de Assis, nos treze municípios que compõem o chamado Médio Vale do Paranapanema, no centro-oeste paulista:
             
1 – O batalhão de Assis mantém em funcionamente 04 Bases Comunitárias de Segurança Distrital (BCSD), instaladas em distritos na região: Roseta (2ª Cia, Paraguaçu Paulista); Frutal do Campo, Nova Alexandria e Porto Almeida (3ª Cia, Cândido Mota). O policial militar atende os chamados em sua própria residência, mantida pela Prefeitura respectiva, com área de atendimento ao público e identificação típica de Base Comunitária, para uma comunidade pequena, no modelo japonês "Chuzaisho". Dos quatro policiais que trabalham nesses distritos, três atuam com apoio de cão vinculado ao Canil Setorial de Assis, o que favorece o aspecto da segurança. Nesse formato de Base Comunitária em distritos, a proximidade do policial com os cidadãos é muito grande, comprovada pela solução rápida de pequenos conflitos, contando com a aprovação das comunidades pela forma de atuação imediata. Em razão dessa experiência e pelo maior número de BCDS instaladas no Estado, o 32º BPM/I pode difundir informações e promover estudos de caso, firmando-se como referência nessa modalidade de atuação.

 2 – O batalhão de Assis desenvolve vários projetos sociais (além dos dois institucionais PROERD - Programa de Resistência às Drogas e à Violência e JCC - Jovens Construindo a Cidadania, que prosseguem com vigor). Destacam-se hoje: o programa “Trânsito Seguro” (1ª Cia, Assis), vencedor do Prêmio Mário Covas - edição 2011; o projeto “Vizinho Amigo” (2ª Cia); o projeto “Fanfarra” (2ª Cia, Paraguaçu Paulista) e o programa: “Desarmamento Infantil e Consolidação da Cultura da Paz” (sede do Batalhão - P5, Assis). Os três últimos citados se encontram inscritos no concurso “Prêmio Mário Covas”, ano 2013.

 3 – O batalhão de Assis tem realizado Seminários com intensa participação da comunidade, alcançando sucesso nas divulgações dessas iniciativas, com temas de interesse coletivo. Com isso, vem integrando e aproximando lideranças para soluções conjuntas em questões de grande relevância para a segurança pública. Destacam-se, neste ano, duas dessas iniciativas: a realização do “II Seminário de Segurança em Eventos” e o “Seminário para orientações sobre Novas Regras para o Serviço de Motofrete e fiscalização pertinente”. Em 2011 foi realizado o Seminário Segurança Pública, Meio Ambiente e Cidadania, em parceria com a UNESP da cidade de Assis (Departamento de História), com participação expressiva de acadêmicos, policiais, membros de CONSEG e autoridades locais. Todos os participantes dos eventos recebem certificados.

 4- O incentivo e fortalecimento dos Conselhos Estaduais de Segurança (CONSEG) têm sido priorizados mediante compromisso dos Comandantes de Companhia (membros natos) e dos Comandantes de Pelotão e Grupamento nos municípios menores, cada qual participando em nível local, com motivação ao envolvimento de lideranças da comunidade. Essa relação de proximidade valoriza a ação policial preventiva e mantém aberto um importante canal de comunicação com representantes da coletividade sobre as reinvidicações e sugestões para aperfeiçoamento do trabalho policial em cada comunidade.

 5- O CONSEG Rural também tem sido uma marca positiva na região do Médio Vale do Paranapanema. Cada companhia mantém reuniões com as lideranças das diversas “Águas” (comunidades rurais) e o CONSEG Rural de Assis, em especial, tem revelado grande força pela participação expressiva em reuniões mensais na sede do batalhão, sempre com a presença de um oficial designado para esse fim. As reuniões trazem soluções interessantes na área de segurança e resultam também compromissos de autoridades públicas participantes (secretários municipais, vereadores, assessores políticos de deputados entre outros convidados). A sinalização, limpeza, iluminação pública e recuperação de estradas rurais representam conquistas do CONSEG Rural de Assis e o policiamento rural mantém-se como ponto de apoio permanente aos moradores da área rural, com dois policiais destacados em horários específicos para cumprimento de CPP (Cartão Prioridade de Patrulhamento) em endereços do meio rural.

 6- Durante os anos de 2011 e 2012, uma boa experiência tem sido desenvolvida no ideal contexto de Polícia Comunitária. Trata-se da divulgação de dicas de segurança em áudio ao público em geral (extraídas do repertório do Centro de Comunicação Social da PM – Intranet) em todas as rádios de frequência AM e FM da região do Médio Vale do Paranapanema, em spots gravados com colaboração de locutores voluntários, com difusão em arquivos MP3 e inserção nas grades de programação, facultando a cada colaborador a inserção da frase: “apoio rádio...”.

 7- Por fim, uma boa prática que contribui para o aumento da sensação de segurança, para a maior presença da Polícia Militar e até para prisão de autores de crimes, tem sido a “visita do dia seguinte”, ação realizada por um oficial da respectiva companhia com foco nas informações das vítimas de roubos que sentem, também, o apoio da Polícia Militar. Na oportunidade em que a vítima já se encontra um pouco mais calma, ela pode responder um questionário específico, fornecendo detalhes da ação criminosa da qual foi vítima e, também, pode realizar um reconhecimento fotográfico do possível autor, por meio de um álbum fotográfico digital (disponibilizado em arquivo próprio produzido pelo Setor de Inteligência Policial do Batalhão e atualizado constantemente, para os comandantes de Companhia). Essa iniciativa apresenta uma força policial mais próxima dos cidadãos, demonstrando preocupação dos policiais militares para com o bem-estar de todos e incentivando o envolvimento na busca de soluções para melhoria da segurança pública, com reflexos positivos em sua percepção.
 
Adilson Luís Franco Nassaro (Major Franco)
Major PM Subcomandante do 32º BPM/I
Região de Assis, CPI-4.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

COMUNICADO IMPORTANTE DA POLÍCIA MILITAR SOBRE O TRÂNSITO EM ASSIS

                            
                Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, Lei Federal nº 9.503/97, nas cidades em que existe um Departamento Municipal de Trânsito (como é o caso de Assis), a Polícia Militar não pode lavrar autuações e aplicar as medidas administrativas decorrentes de infrações de competência exclusiva do Município, salvo se existir Convênio específico neste sentido assinado pela Prefeitura Municipal e pela Secretaria Estadual de Segurança Pública.

Por esse motivo, em razão de que ainda não foi renovado o “Convênio de Trânsito” com o Município (assinado a cada cinco anos), a competência para agir em casos de infrações de trânsito municipais por enquanto é exclusiva dos agentes municipais (principalmente de estacionamento irregular) e a Polícia Militar está impossibilitada, por ora, de lavrar autuações nos casos que serão explicados a seguir.

Exemplos de infrações exclusivas do município (que podem ser autuadas pela Polícia Militar somente na vigência de Convênio) são os estacionamentos em guia rebaixada, em vagas especiais de idosos e portadores de necessidades especiais, em locais de carga e descarga, destinados a transporte escolar, estacionamento rotativo (“zona azul”), motocicletas em locais exclusivos para automóveis, sobre calçadas, em pontos de ônibus, e muitas outras.

Portanto, como a validade do Convênio que estava em vigor chegou ao fim, nos citados casos cabem providências apenas pelos agentes de trânsito do Departamento Municipal de Trânsito de Assis, até que seja assinado o novo convênio. Assim, informamos à população que diante de tais infrações, deverão contatar diretamente o Departamento Municipal de Trânsito de Assis por telefone ou através de seus agentes de trânsito. Reitera-se que, por ora, a Polícia Militar está legalmente impossibilitada de tomar providências nas infrações de trânsito de competência exclusiva do Município.

Assim, a Polícia Militar aguarda a confirmação de Convênio de Trânsito com o município de Assis para novo período, a fim de que possa novamente atender as inúmeras solicitações que são recebidas por meio do Telefone 190. Por fim, todas as iniciativas que cabiam ao Comando local, por meio da Companhia de Assis, foram adotadas para agilizar o encaminhamento da documentação necessária, antes mesmo do vencimento do prazo de encerramento do anterior convênio.
                                              POLÍCIA MILITAR: Compromisso com o Cidadão

Feliz Natal e Próspero Ano Novo a todos, com muita alegria, paz e segurança pública!


Que Deus continue iluminando cada policial militar em sua missão de proteger a sociedade paulista!

Matéria do G1 sobre a solenidade de Encerramento da Campanha do Desarmamento Infantil e Consolidação da Cultura da Paz, na sede do Batalhão de Assis, em 14 de dezembro de 2012

Crianças trocam armas de brinquedo por brindes em campanha da PM 

Campanha do Desarmamento Infantil foi realizada em Assis. Quase mil 'arminhas' foram entregues pelos pequenos.

 
A manhã desta sexta-feira (14) foi diferente para os policiais militares no Centro-Oeste Paulista. Várias crianças estiveram no batalhão da Polícia Militar em Assis (SP) para receber presentes e brincar na Campanha do Desarmamento Infantil. As armas de brinquedo arrecadadas foram destruídas por um rolo compressor.

A campanha durou mais de um mês e arrecadou muitas armas de brinquedo. Algumas tão parecidas que, segundo a polícia, facilmente poderiam ser usadas em um roubo. “Alguns podem criticar a inciativa dizendo que recolhemos brinquedo, mas observe, tem armas idênticas inclusive no peso. Uma pistola similar a que os policiais utilizam e com silenciador. Esses simulacros são utilizados para a prática de roubos. Então a campanha do desarmamento potencializou o recolhimento de armas do desarmamento real”, explica o major Adílson Luiz Franco.

Em 45 dias de campanha foram arrecadadas quase mil armas que imitam brinquedos, jogos de videogame violentos também foram destruídos. “Trabalharmos com a consciência das crianças e dos adolescentes, consolidando a cultura da paz, da não violência e incentivando as brincadeiras saudáveis”, conta Franco.

As crianças que participaram da campanha, além de receber brindes e outros brinquedos, levaram para casa uma importante lição: arma não é brinquedo e pode ser perigoso.
Quase mil armas de brinquedo foram destruídas em Assis, SP. (Foto: Reprodução/TV Tem)Quase mil armas de brinquedo foram destruídas em Assis, SP. (Foto: Reprodução/TV Tem)
 

A "Ronda Programada"

 
 O reforço do patrulhamento e a segurança voltada às casas de moradores no trabalho preventivo da Polícia Militar, iniciativa conhecida como "ronda programada", pode ser objeto de agendamento durante o período de férias ou para quem precisa se ausentar por períodos considerados longos durante o ano inteiro. Em Assis o serviço também está disponível à comunidade.
A partir de uma ...ligação ou comparecimento na sede da Companhia, o endereço é incluído no trajeto da ronda depois de solicitação do serviço. Quando o proprietário do imóvel retorna da viagem, ele deve telefonar e pedir a baixa.
Mas, além do apoio da polícia, os moradores devem ter cuidados especiais com as casas, como:
- Procurar conhecer os vizinhos e combinar medidas de auxílio mútuo;
- Quando viajar pedir ao vizinho ou amigo que recolha as correspondências, jornais e revistas que ficam em frente da casa;
- Manter a área externa bem iluminada;
- Portas e janelas devem ser resistentes e ter fechaduras e trancas confiáveis.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Participação no dia de "Ação de Graças", em homenagem à Polícia Militar, em Assis. Confira!

Blog da Railda: Coração feliz!!!: "Perseverai em oração, velando nela com ação de graças;" Colossenses 4: 2.  Major PMSubcomandante Adilson Luís Franco Nassaro.  ...

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

32º BPMI desenvolve Campanha do "Desarmamento Infantil”


                           O 32º Batalhão de Polícia Militar do Interior desenvolverá no período de 01 a 30 de Novembro de 2012 a Campanha do Desarmamento Infantil, que tem o objetivo de conscientizar as crianças e adolescentes sobre a importância do uso de brinquedos que não façam menção a violência.
                            A campanha irá propiciar a reflexão sobre o uso de brinquedos assemelhados a arma de fogo e/ou simulacros que, apesar de parecerem inofensivos, podem estimular a prática de atos violentos entre as crianças e adolescentes.
                            A Polícia Militar objetiva mobilizar toda sociedade a participar da campanha, sendo muito importante a participação dos pais, que normalmente serão responsáveis pela condução de seus filhos até os postos de troca.
                             Para estimular a participação das crianças e adolescentes, ao efetuar a entrega de qualquer tipo de arma de brinquedo, o doador receberá um kit contendo um brinquedo, doces e um livro, juntamente com um cupom para participar do sorteio de prêmios e bicicletas que será realizado ao final da campanha no dia 14 de dezembro às 09:30h em frente ao Batalhão.
                            As trocas poderão ser realizadas na sede do 32º BPMI/I, localizada na Travessa Brasil nº 275 – Assis-SP, no horário das 09h às 18h, de segunda à sexta-feira, ou em outras sedes da polícia Militar Regional (Paraguaçu Paulista, Cândido Mota, Maracaí, Lutécia, Pedrinhas Paulista, Cruzália, Palmital, Platina, Campos Novos, Ibirarema, Florínea, Tarumã).

Polícia Militar: Proteger as pessoas é a nossa missão e a nossa vocação.

domingo, 7 de outubro de 2012

Polícia Militar de Assis faz balanço da Operação Eleições


Depois de encerradas as atividades de votação das eleições para os cargos de Prefeito e Vereadores no município de Assis e cidades da região, a Polícia Militar divulga um balanço dos fatos mais relevantes que foram observados desde o dia 06 de outubro até o presente momento.

Com relação à guarda das urnas eleitorais e seu transporte até os locais de votação, nenhum incidente foi verificado, transcorrendo todo processo de escolta dos materiais da maneira mais tranqüila possível.

No que diz respeito à realização do policiamento preventivo, com o objetivo de garantir a segurança da população que compareceu as seções eleitorais, todo processo de votação ocorreu de forma muito tranqüila, não sendo verificados quaisquer problemas que pudessem comprometer o exercício da cidadania por parte da população.

Por outro lado, apesar dos inúmeros alertas sobre as proibições impostas pelo Código Eleitoral, 6 (seis) ocorrências policiais foram registradas pela Polícia Militar no dia de hoje, dando conta de crimes cometidos em razão de ações ilícitas realizadas.

As ocorrências foram registradas no município de Assis (2 casos), Campos Novos Paulista, Lutécia e Palmital (2 casos), dando conta de ações irregulares relacionadas a trabalhos de divulgação ilícita de candidatos, conhecidos popularmente como “boca de urna”.

Nos casos de Assis, as ocorrências davam conta de pessoas distribuindo material de propaganda política, respectivamente as 08:39 horas e às 09:39 horas.

O primeiro caso foi registrado no cruzamento das Ruas 24 de Maio e Rua José Teodoro, no Centro, próximo a Escola João Mendes Júnior, onde 2 (duas) mulheres estavam distribuindo cartões com propaganda política. As acusadas juntamente com o material foram conduzidas ao Plantão Policial, onde foi lavrado Boletim de Ocorrência de Crime Eleitoral.

O segundo caso foi registrado na Rua Amador Bueno nº 233, Centro, onde 2 (dois) indivíduos em uma motocicleta de cor azul estavam espalhando panfletos pelo chão. O condutor da moto não era habilitado e a moto estava com o licenciamento vencido, sendo alvo de autuação e recolhimento, enquanto que os acusados foram conduzidos ao Plantão Policial, onde foi elaborado Boletim de Ocorrência de Crime Eleitoral.

No município de Campos Novos Paulista foi também registrado Boletim de Ocorrência de Crime Eleitoral, às 11:15 horas, junto a Rua Marechal Deodoro nº 436, Centro, onde 1 (um) indivíduo foi flagrado pela Juíza Eleitoral da Comarca de Palmital, Drª Alessandra Mendes Spalding, bem como, também pelo 1º Tenente de Polícia Militar Marcelo Paes, Comandante do 2º Pelotão de Palmital, distribuindo material de propaganda política para eleitores, sendo o material apreendido e o indivíduo detido, sendo liberado posteriormente.

No município de Lutécia, foram verificadas 21 (vinte e um) adultos e 7 (sete) adolescentes pela Praça Arlindo Eiras, Centro, nas proximidades da EMEIF Antonio Monteiro da Silva, trajando camisetas na cor azul escuro, caracterizando apoio coletivo a coligação política do município, situação proibida pela legislação eleitoral. Todos os indivíduos foram detidos e conduzidos a Delegacia de Polícia onde foi lavrado o Termo Circunstanciado de Crime Eleitoral, tendo os acusados permanecido a disposição da Justiça.

Em Palmital, 2 (duas) ocorrências foram atendidas, sendo a primeira constatada por volta das 07:00 horas, onde 2 (dois) indivíduos descansavam no interior de um veículo no cruzamento das Ruas Santos Dumont com a Rua João Leone, quando um outro veículo de cor branca passou jogando panfletos, constando uma pesquisa eleitoral denominada “Pesquisa Boca de Urna”, dando conta da vitória de um dos candidatos a prefeito. Os indivíduos vendo aquela situação anotaram as informações sobre o veículo que distribuía o material e se dirigiram até o quartel da Polícia Militar onde foi elaborado Boletim de Ocorrência, para posterior investigação por parte da Polícia Civil.

A segunda ocorrência foi registrada às 09:45 horas, pela Rua Manoel Leão Rego nº 769, Centro, onde um solicitante procurou a Polícia Militar narrando que algumas pessoas de uma coligação política da cidade estariam distribuindo adesivos, sendo tal situação não constatada pelos policiais militares, mas que segundo o reclamante davam conta da mesmo material observado na ocorrência anterior, que estavam sendo afixados próximos a locais de votação. Os policiais militares registraram Boletim de Ocorrência, para posterior investigação por parte da Polícia Civil.

O processo de apuração foi iniciado logo após o término do processo de votação, transcorrendo de forma tranqüila, não sendo registrados quaisquer tipos de incidentes.

 

Polícia Militar: Proteger as pessoas é a nossa missão e a nossa vocação.

 

Projeto Trânsito Seguro de Assis é premiado com a concessão da Medalha Mérito Comunitário


No último dia 28 de setembro de 2012, o Projeto Trânsito Seguro desenvolvido no município de Assis foi mais uma vez agraciado com uma importante premiação Estadual, por meio da condecoração do 1º Tenente de Polícia Militar Fernando Santana Xavier da Srª Leonilde Camilo dos Santos, Presidente da Anima (Associação de Voluntários de Proteção aos Animais e ao Meio Ambiente de Assis e região), fundadores e coordenadores do projeto com a Medalha do Mérito Comunitário.

A medalha foi instituída através do Decreto n°. 45.214, de 19 de setembro de 2000 e alterado pelo Decreto N°. 47.127, de 24 de setembro de 2002, é outorgada as personalidades, civis ou militares, policiais militares e entidades públicas ou particulares que se destacaram nos serviços prestados e desenvolvidos junto à comunidade, por meio de atividades sociais, objetivando a melhoria na qualidade de vida, bem como atos pessoais de abnegação e destemor no cumprimento do dever comunitário, sob a coordenação da Comissão Estadual de Polícia Comunitária.

A solenidade ocorreu junto ao auditório da Assembléia de Deus, no município de São Paulo e contou com a presença de inúmeras autoridades civis e militares, entre elas o Desembargador Álvaro Lazarini, do Tribunal de Justiça de São Paulo, o Subcomandante Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Coronel de Polícia Militar Hudson Tabajara Camili e o Chefe da Casa Militar, Coronel de Polícia Militar Benedito Roberto Meira, que presidiu a entrega da medalhas.

O Projeto Trânsito Seguro trata-se de um projeto social que atua diretamente na prevenção dos acidentes de trânsito com a realização de palestras, teatros, encenações, publicidade e propaganda, direcionadas aos condutores e pedestres, sendo desenvolvido com a parceria de diversos segmentos da sociedade, envolvendo diretamente os alunos da rede estadual e municipal de ensino, tendo como objetivo principal a redução no número de acidentes de trânsito e consequentemente poupar vidas.

O projeto já havia sido reconhecido no ano de 2011 pela Fundação Mário Covas, como modelo de inovação na Gestão de Segurança Pública, recebendo o prêmio Mario Covas.

 
Polícia Militar: Proteger as pessoas é a nossa missão e a nossa vocação.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Uma nova abordagem sobre a criminalidade nas pequenas e médias cidades do Estado.


                                                                             
                                                                                                            Colaboração de Lúcio Nassaro[1]

    Quero honrar meus estudos de filosofia e apresentar aqui um rápido comentário sobre o assunto que normalmente recai em questões econômicas de difícil e lenta solução. De fato, ao discutir-se academicamente a criminalidade nas pequenas e médias cidades do Estado,  transfere-se problema do crime muito rapidamente para problemas na economia, mas há uma outra compreensão sobre o tema que enseja outras ações possíveis. Espero que esta nova abordagem interesse porque diz respeito à maior parte das cidades.
É comum ouvirmos que antigamente havia menos crime e que então algo está errado com o funcionamento do Estado.  Mas não podemos ser inocentes: em uma pequena comunidade em que todos se conhecem pelo nome e todos se encontram diariamente em uma mesma padaria, escola, igreja etc. há um controle espontâneo de todos sobre todos: todos evitam comportamentos que  podem prejudicar  sua própria imagem e seu nome. Nestes ambientes a Policia Militar sabe que precisa de menos policiais para que os costumes e as leis sejam obedecidos.
 No entanto, à medida que as cidades crescem, as pessoas começam a andar por bairros distantes onde não são mais conhecidas, não são cumprimentadas, não são chamadas pelo nome e reconhecidas ou seja, diminuem os controles sociais e surge o sentimento de estar sozinho na multidão, de passar desapercebido, de não ser notado.
Por isto, alguns estrangeiros e turistas brasileiros se comportam mal longe de seus países. Por isto em um grande centro as pessoas se sentem à vontade para se vestir e agir de maneira mais extravagante. Elas podem ser mais criativas e divertidas, mas também podem se permitir comportamentos anti-sociais que derivam para o crime já que sua imagem não pode ser prejudicada diante de amigos e família, pois agem entre desconhecidos.
 Nestes ambientes a Policia Militar sabe que precisa de uma relação maior de policiais militares por grupo de 1000 habitantes. Vejam, na medida em que o anonimato aumenta, diminui o controle social de todos sobre todos e é preciso mais controles do Estado, vigilância da polícia, da prefeitura, não porque as pessoas são hoje pior que ontem, e os bons costumes foram esquecidos. Não, os valores existem, mas as condições urbanas mudaram.
E o que acontece em nossa Cidade? Vamos olhar do lado. Conhecemos todos a nossa volta? E dez metros adiante? Pois é, nossa cidade já cresceu, está crescendo, vai crescer muito mais e as pessoas vão se reconhecendo cada vez menos nas ruas e outros lugares comuns incluindo novos shoppings e mesmo na velha padaria. E isto acontece no mundo todo: observem as últimas estimativas da ONU: em 2007 metade da população do planeta vivia ainda no campo. Em 2030, três quartos da população habitarão cidades. Com a multiplicação de metrópoles, a época em que todos eram controlados e controlavam o comportamento de todos está acabando no mundo inteiro.
Isto é bom ou é mau? Não sabemos, mas em termos amplos, o que assistimos é um efeito da urbanização global que em si não é má, pois as pessoas saem do campo e vêm morar na cidade principalmente porque sabem que nas cidades há mais conforto e oportunidades.
Mas a boa pergunta é o que podemos fazer para convivermos bem em comunidade mesmo em cidades que crescem rápido? Ora, há muitas respostas, mas as melhores que ouço são aquelas que dizem que devemos diminuir o anonimato e voltarmos a ser reconhecidos por toda parte, porque quando somos reconhecidos cuidamos nós mesmos de nossa imagem e nos comportamos. Como então, seria possível diminuir o anonimato em cidades que não param de crescer?
Duas respostas estão se delineando:  uma é recorrer á tecnologia.
A Policia Militar está caminhando nesta direção com os Tablets que aceleram a consulta de placas e documentos de pessoas. Estes computadores de bordo inclusive disponibilizarão uma função que vincula suspeitos que foram identificados ao lugar em que foram abordados por policiais. Outro exemplo são as câmeras OCR que lêm placas de veículos, que estão sendo alugadas pela prefeitura de Mogi e serão instaladas nas 5 entradas e saídas da cidade informando a Guarda Civil e a Policia Militar sobre que carros entram e saem da cidade e quando. Isto acabará com o perigoso anonimato dos carros usados para crimes.
 Em futuro próximo, todas nossas avenidas terão estas câmeras e poderemos deixar chaves no contato dos carros estacionados, pois, se furtados, serão acompanhados por câmeras. Em seguida custarão menos as tecnologias de reconhecimento facial agregadas às técnicas de biometria e as pessoas é que serão acompanhadas e reconhecidas por máquinas.
Mas outra maneira de não permitir o perigoso e crescente anonimato não depende só do Estado, Prefeitura ou da Polícia Militar e suas câmeras inteligentes, ela é uma solução política construída por todos à medida que a ruptura dos velhos relacionamentos da pequena comunidade são compensados com a criação de outros novos.
 O que quero dizer? É preciso multiplicar as associações voluntárias e oportunidades de participação em clubes, comitês, grupos, associação de amigos para fins de lazer, conversa, bem estar, apoio, benemerência, esporte, religião, mutua ajuda, cultura, folclore e outros tão agradáveis e animados. É preciso estimular que as pessoas se encontrem e saibam o nome dos vizinhos e conheçam suas afinidades. Temos que criar novas oportunidades para que as pessoas se conheçam frequentando vários ambientes diferentes.
Estas iniciativas são necessárias para permitir que as pessoas tenham uma imagem social para zelar. Porque, quem é relegado e deixado por si mesmo em suas condições de origem, no anonimato e não é incluído em creches, escolas, empregos, não é convidado para clubes, associações e não é acompanhado por serviços público e ONGs, estas pessoas sozinhas se reúnem a outros solitários contra toda a sociedade, formam quadrilha e se tornam criminosos.
Assim, não vale querermos coisas contrárias: morar em cidades confortáveis que tenham de tudo – mas que propiciam o anonimato perigoso – e não tomar iniciativas sociais,  não prestigiar reunião nenhuma, não reunir e convidar os outros, não fazer nada, isolar-se e deixar os outros isolados, tristes com a perda da vida provinciana em que todos se conheciam e não havia crimes.

 As cidade recebem cada vez mais irmãos brasileiros e é preciso sermos coerentes e criarmos mais ocasiões em que as pessoas sejam agregadas, recebidas, acolhidas, convidadas, conhecidas, chamadas pelo nome e tenham um papel social na comunidade.
Por isto, todos que fundam uma associação de amigos com encontros regulares com finalidade as mais localizadas, por exemplo, andar de bicicleta juntos, fazer festas de bairro, prestar apoio à minorias vulneráveis etc. fazem o que gostam, fazem com prazer e, sem saber, fazem um grande serviço para Segurança Pública. Estão tornando mais contínuo e denso o tecido social criando laços e compromissos entre as pessoas que passam a se conhecer e chancelam, confirmam, uma a imagem social da outra.  Isto podemos chamar de Paz.
E na medida em que as pessoas se controlarem a si mesmas e umas às outras, zelando pela sua própria imagem, sua Policia Militar poderá se dedicar mais à sua verdadeira vocação: proteger as pessoas sem a necessidade de armas.


[1] Lúcio Nassaro é Tenente-Coronel da Policia Militar do Estado de São Paulo, bacharel em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco (APMBB), Mestre em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública pelo Centro de Altos Estudos de Segurança “Cel PM Nelson Freire Terra” (CAES), graduado em Filosofia, Mestre e Doutor em Ética e Filosofia Política pela USP. Foi bolsista da CAPES na França e é doutorando em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública pelo CAES e comandante do 17ª BPM/M. Email: lucion@policiamilitar.sp.gov.br.