REGIÃO DE ASSIS

REGIÃO DE ASSIS/SP. NOTÍCIAS E ORIENTAÇÕES SOBRE POLÍCIA OSTENSIVA E PRESERVAÇÃO DA ORDEM PÚBLICA NOS 13 MUNICÍPIOS DA ÁREA DO 32º BPM/I, SUDOESTE DO ESTADO DE SÃO PAULO (ASSIS, PARAGUAÇU PAULISTA , CÂNDIDO MOTA, PALMITAL, TARUMÃ, MARACAÍ, CRUZÁLIA, LUTÉCIA, PEDRINHAS PAULISTA , FLORÍNEA, IBIRAREMA, PLATINA E CAMPOS NOVOS).

VEJA E BAIXE A REVISTA COMEMORATIVA DOS 25 ANOS DO BATALHÃO (CLICK AQUI), EM PDF! NOSSA HISTÓRIA REGISTRADA.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Reunião de Análise Criminal e planejamento operacional

O Batalhão de Assis mantém com muita seriedade o planejamento das ações de policiamento mediante a realização de reunião mensal de análise crítica (RAC-1). Além desse encontro, cada comandante de companhia elabora seu plano de policiamento inteligente semanal, com envolvimento direto do coordenador operacional do batalhão. A presente matéria publicada reflete esse esforço em uma gestão de qualidade, pela eficácia das ações no policiamento preventivo na região do médio Vale do Paranapanema, envolvendo treze municípios. Sucesso a todos os conpanheiros!

Anos 1950: pátio da Academia do Barro Branco


Força Pública SP - final da década de 1950. Cadetes do antigo Centro de Formação e Aperfeiçoamento - CFA (atual Academia de Polícia Militar do Barro Branco - APMBB, em São Paulo) em instrução de policiamento com a presença de Praças e viatura de Rádio Patrulha.

Interessante esse momento histórico. Até o final dos anos 1940, a Força Pública vivia ainda sob o impacto da Revolução de 1932, com a diminuição dos seus recursos pois era vista como o "Pequeno Exército Paulista". A partir da década de 1950 começa a se especializar, optando definitivamente pelo policiamento ostensivo e vive uma fase de grande crescimento em seus recursos materiais e humanos. Hoje a Instituição é reflexo da soma desses momentos históricos: a Força dos paulistas manteve-se íntegra, superando tantos desafios e avança pelo século XXI como promissora Polícia que privilegia a atuação preventiva e seu compromisso com o cidadão, protegendo vidas, fazendo cumprir a lei, combatendo a criminalidade e preservando a ordem pública. Viva nossa Polícia Militar!

Adilson Luís Franco Nassaro
Major PM Subcomandante do 32º BPM/I
Região de Assis/SP

domingo, 8 de julho de 2012

80 Anos da Revolução Constitucionalista

            Não vou escrever sobre detalhes do movimento cívico-militar de 1932, uma verdadeira guerra civil que uniu gente de todas as classes sociais contra o governo central ditatorial de Getúlio Vargas. Proponho reflexão sobre o seu significado, o motivo que mobilizou grande parte da população de São Paulo e do sul do Estado do Mato Grosso: homens, mulheres e muitos jovens, inclusive adolescentes como o escoteiro Aldo Quioratto que morreu como mensageiro a serviço da causa revolucionária em bombardeio na cidade de Campinas.
            Vários depoimentos e registros oficiais dão conta de que, apesar da existência de uma oligarquia estadual inconformada com a perda do poder, depois de décadas de monopólio do governo central em revezamento entre São Paulo e Minas Gerais, o ideal que congregou milhares de voluntários não foi a simples tomada de poder, muito menos uma “independência de São Paulo” - ainda que houvesse uma minoria que a defendesse - mas acima de tudo o restabelecimento de um Estado Democrático de Direito, com a promulgação do seu símbolo maior: uma legítima Constituição Federal.     
             São Paulo, assim como outros Estados, vivia sob o governo de interventor federal, nomeado por Getúlio Vargas ao assumir provisoriamente o governo brasileiro, vitorioso na Revolução de 1930. Reforçando o conflito com São Paulo, o ditador dissolveu o congresso nacional e também o legislativo estadual e municipal.
            Insatisfeitos, os paulistas realizaram uma grande campanha, envolvendo jornais e rádios, conseguindo mobilizar grande parte de sua população: apresentaram-se mais de 200.000 voluntários. Desses, 35.000 lutaram durante três meses (de 09 de julho a 02 de outubro) contra o exército organizado pelo governo ditatorial, que contou com 100.000 homens. Os paulistas ficaram praticamente isolados pela propaganda ideológica que acusava o Estado de São Paulo de estar nas mãos do fascismo italiano (trazido pelos imigrantes) e que o motivo da revolta seria a separação do Brasil.
            Apesar da prova de coragem dos voluntários - junto com o efetivo da Força Pública - em uniformes de cor cáqui e capacetes de aço, foi assinada a rendição diante do exaurimento bélico, selando-se a paz. Seguiram-se prisões, cassações e deportações ao fim do último grande conflito armado no país. Estatísticas confirmam 830 mortos; mas, estima-se que milhares de brasileiros perderam a vida e outros muitos foram feridos defendendo princípios democráticos. Apesar de derrotados nas armas, os paulistas alcançaram seu objetivo principal na medida em que no ano seguinte foi instalada a assembléia constituinte, promulgando-se uma Constituição Federal em 1934 com várias garantias, entre elas o voto feminino até então inexistente. Por isso, afirma-se que a Revolução Constitucionalista obteve vitória moral.
            A data de 09 de julho, feriado no Estado de São Paulo (em virtude da Lei Estadual 9.497, de 1997), representa uma oportunidade para rememorar o legado dessa história de civismo, de patriotismo e de defesa dos valores democráticos materializados na Constituição. Não por acaso, jovens como Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo - cujas mortes em 23 de maio na Praça da República inspiraram a sigla e a senha do Movimento (M.M.D.C.) - lançaram-se à luta portando a bandeira paulista oficializada na mesma época com o mapa do Brasil em destaque acima das treze listras.
            Podemos afirmar aos poucos Veteranos ainda vivos, hoje com bem mais de 90 anos, que o seu esforço não foi em vão. No seu exemplo encontramo-nos como paulistas e acima de tudo brasileiros defendendo um país melhor.
            Depois de oito décadas de relatos de heroísmo na defesa de um ideal que mobilizou tanta gente, vivemos em uma democracia consolidada, apesar do pouco exercício de cidadania e mesmo da falta de uma consistente educação política. E ainda almejamos justiça social, equilíbrio na distribuição de renda e de oportunidades, melhores condições de vida para todos os cidadãos; enfim, queremos o fiel cumprimento dos mandamentos constitucionais em um país forte e unido.
                                                            Adilson Luís Franco Nassaro
                                                           Major PM Subcomandante do 32º BPM/I
                                                           (Região de Assis/SP)
             

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Uma mensagem da Polícia Militar ao Bispo Dom Simão, novo "Cidadão Assisense"

Alguns podem perguntar: o que um policial teria a dizer nesta oportunidade de homenagem? Mas eu explico, Dom Simão: como no trabalho religioso, a missão dos policiais também deve ser fruto de uma vocação e, no nosso caso, retratada no lema universal “servir e proteger”.

Preocupamo-nos com o próximo e, acima de tudo, valorizamos a vida! A Igreja Católica, além de todas as suas atividades propriamente religiosas em sentido estrito, desenvolve um trabalho social de extrema relevância por meio de suas “pastorais”, de suas “missões”. É admirável essa atuação em benefício do próximo.

A preocupação com os mais necessitados, que são também os mais vulneráveis, contribui de forma expressiva para que tenhamos uma sociedade menos violenta, associada aos próprios ensinamentos que a vida cristã nos transmite, seja pelo exemplo, seja pela pregação, seja pela própria assistência aos que dela precisam.

Ainda, por vezes uma palavra de esperança tem a força de dar um rumo a quem se sente desamparado, de mostrar o sentido da vida de respeito ao próximo, de busca do equilíbrio interior. A espiritualidade é necessária para livrarmo-nos do egoísmo, do materialismo exacerbado, enfim, da falta de paz.

Se todas as crianças e jovens tivessem um lar cristão, se todos se esforçassem em seguir os mandamentos de Cristo, não viveríamos em um mundo com tanta violência e o trabalho da Polícia e da Justiça seria mais fácil. Se a lei de Deus fosse observada; se todos amassem “o próximo como a si mesmo”, não teríamos que “fazer cumprir” as leis dos homens, tarefa desenvolvida pela polícia especialmente.

Então, o ideal de uma sociedade fraterna, justa, equilibrada nos aproxima inexoravelmente. Essa homenagem que Vossa Reverendíssima ora recebe do povo de Assis certamente é uma retribuição pelos seus inquestionáveis méritos pessoais na liderança da força transformadora da Igreja Católica Apostólica Romana muito presente, atuante em nossa região.

Por isso registramos nossos cumprimentos, parabenizando-o por essa justa homenagem. Que Deus bondoso, continue iluminando sempre o seu caminho e vocação, com muita paz, saúde e harmonia!

Adilson Luís Franco Nassaro
Major PM Subcomandante do 32º BPM/I (Região de Assis/SP)

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Homenagem ao "PM do mês": Sd PM Rodrigo

HISTÓRICO:
O Sd PM Rodrigo foi eleito policial militar do mês de maio de 2012, da área do 32º BPM/I, em virtude de ser profissional altamente capacitado dedicado e prestativo, pois tem exercido suas missões de forma exemplar como podemos destacar: Nos dias 13,16 e 29MAI12, retirou das ruas cinco infratores acusados de Tráfico de Entorpecentes, prisões estas que obtiveram grande repercussão na mídia.

Nestas ocorrências foram apreendidas porções de maconha, cocaína e crack, além de dinheiro, aparelhos celulares, e vários objetos de origem duvidosa. Merece destaque a sua participação em duas ocorrências com condenados capturados.

Tal desempenho operacional é fruto da perseverança e dedicação incontestável que o Sd PM Rodrigo demonstra em todos os seus turnos de trabalho e os resultados já podem ser sentidos nos índices criminais de Paraguaçu Paulista.

As prisões que o Policial Militar realizou no mês de maio trazem alívio à sociedade, que atribui a Policia Militar um grande respeito e comprometimento, além de diversos elogios da comunidade local e Comando.

As ações do Sd PM Rodrigo são meritórias, demonstram total coordenação com outras equipes; caráter ilibado, profissionalismo e amor à causa pública. Trata-se de um verdadeiro exemplo, digno de ser seguido por seus pares.

Pelo exposto, recebe justamente o Título de PM do Mês, como forma de valorizá-la junto aos seus pares e subordinados. Parabéns ao nosso companheiro: o seu trabalho é muito importanto para o sucesso de todo o batalhão!

Reunião para estratégia operacional envolvendo Polícia Militar e Polícia Civil da região

Na manhã de segunda-feira, 11 de junho, estiveram reunidos, pela primeira vez, o comandante do 32º Batalhão da Polícia Militar do Interior e o delegado seccional de Polícia Civil de Assis, respectivamente tenente coronel Marcos Cesar Gritscher Leite e Newton de Calasans Júnior.

Calasans foi empossado há 50 dias e Gritscher Leite há 22; por isso a importância do encontro entre os representantes maiores da segurança pública de Assis e outros 12 municípios abrangidos. "Cheguei aqui há pouco tempo e tenho notado grande empenho, tanto dos policiais militares, como dos civis", disse o oficial da PM.

O delegado seccional expôs durante a reunião que estranha os comentários de que a criminalidade aumentou em Assis e região: "Fazendo um comparativo entre o mesmo período de 2011 e 2012 constatamos que houve o mesmo número de homicídios (10) em Assis e região. A taxa de roubo reduziu em 7, 05%, a de furto, em 4, 08%, a de roubo de veículos, em 45%. O furto de veículos aumentou em 30%, mas em comparação com abril e maio desse ano houve diminuição de 27%", afirma.

As duas lideranças adiantam que estão programando operações conjuntas e compartilhamento de informações. Tanto o delegado, quanto o tenente coronel declaram que a polícia precisa do engajamento de toda a sociedade para o enfrentamento da criminalidade.

(Crédito ao porta de notícias "paraguaçucity" que divulgou matéria com a imagem)

Tenente-Coronel Marcos César é o novo Comandante do batalhão de Assis

No dia 24 de maio de 2012, o 32º Batalhão da Polícia Militar do Interior/Assis recebeu seu novo comandante, o tenente-coronel Marcos César Gritscher Leite, natural de Marília, que já trabalhou em Assis e Cândido Mota e voltou para a região, justamente no dia de sua promoção de major a tenente-coronel, substituindo a vaga deixada por Dhaubian Braga Brauioto Barbosa, que passou para a reserva no último fevereiro.

Marcos César expressou sua satisfação pela designação ao cargo, haja vista que já conhece bem a região e as questões relacionadas à segurança pública dos 13 municípios de abrangência do 32ºBPM/I.

O comandante conta ter entrado para a Polícia Militar no ano de 1985, quando iniciou o curso na Academia de Polícia Militar de Barro Branco. O oficial passou por várias unidades, dentre as quais os batalhões de Marília e de Ourinhos. “Espero realizar um trabalho de acordo com os anseios dos moradores, e conto com a colaboração de todos. Estou aberto às opiniões e participações de toda a sociedade no combate à criminalidade”, finaliza.

(créditos ao jornal Voz da Terra, de Assis, que veiculou a notícia)

Recentes prisões e importância da participação da comunidade

A Polícia Militar informa a população de Assis e região as últimas ações de policia desenvolvidas desde o início do mês de Junho. Até a presente data foram autuados em flagrante delito 9 criminosos pela pratica de Crime de Roubo, bem como foram retirados do convívio social 9 pessoas que estavam com mandados de prisão expedidos pelo Poder Judiciário. Temos certeza que estas prisões contribuirão para a redução dos indicadores de criminalidade de nossa região.

Devido às características e particularidades do crime de Roubo, esta modalidade criminosa é um dos principais focos que norteiam todo planejamento de emprego operacional da Polícia Militar. O direcionamento do policiamento e as ações rápidas na atuação de um caso concreto, motivadas é claro, pela denúncia eficiente dos cidadãos é que permitiram tais resultados.

A parceira com a comunidade é imprescindível para que a Polícia possa atingir seus objetivos; assim, é de suma importância que a população denuncie o mais rápido possível o acontecimento de qualquer crime de que tenha conhecimento. A denúncia rápida e com detalhes (tipo e cor das roupas, o número de pessoas, o tipo de arma utilizada e principalmente a rota e o meio de fuga utilizados pelos criminosos) propicia ao policiamento operacional uma maior chance de interceptar e prender os infratores que praticam crimes em nossa cidade e Região.

Essa parceria sólida e constante entre Polícia e Comunidade, além de garantir uma maior efetividade nas prisões, contribui para aumentarmos a Sensação de Segurança para toda a nossa população.

"Polícia Militar: Compromisso com o Cidadão".

sábado, 3 de março de 2012

Leia a apresentação da obra, publicada em 2011 (e disponível na internet) assinada pelo Comandante Geral da Polícia Militar de São Paulo: “Estratégias de Policiamento Preventivo” foi escrito como um desafio aceito por dois Oficiais da Polícia Militar de São Paulo, para registro de suas experiências profissionais consolidadas em um amplo programa de policiamento preventivo colocado em prática no início de julho de 2009, com parceria de outros órgãos relacionados à segurança pública, na cidade e na região de Assis, sudoeste paulista, área de circunscrição do 32º Batalhão de Polícia Militar do Interior (32º BPM/I). Ao conjunto, foram acrescidas experiências reconhecidas como boas práticas desenvolvidas também em outras Unidades, relatadas de forma a enriquecer o repertório de idéias que podem ser aperfeiçoadas por gestores de segurança pública. O Coronel PM Lincoln de Oliveira Lima, com 28 anos na Polícia Militar, exerceu o Comando 32º BPM/I, quando ainda no posto de Tenente-Coronel PM e o Major Adilson Luís Franco Nassaro, com 25 anos de carreira, foi o seu Coordenador Operacional. No período concentrado de seis meses, de julho a dezembro de 2009, o programa intitulado “Indiferença Zero” causou grande impacto na comunidade regional pelos resultados rapidamente alcançados e mantidos durante períodos seguintes graças às iniciativas adotadas que, para fins de sistematização, foram agrupadas em três grandes grupos: integração, motivação/criatividade e divulgação. A cidade de Assis, que sedia a unidade policial, se localiza no médio Vale do Paranapanema, oeste paulista, a quatrocentos e cinqüenta quilômetros da capital, acolhendo uma população de quase 100.000 habitantes. Portanto, serve como boa referência para análise de evolução criminal e avaliação de desempenho operacional, no âmbito do policiamento preventivo, pois em regra as observações de incidência criminal levam em conta a proporção entre número de delitos exatamente por 100.000 habitantes. Ainda, as características sócio-econômicas não são muito diferentes de outras cidades consideradas de porte médio no interior do Estado de São Paulo, que começaram a descobrir o lado sombrio do crescimento e do desenvolvimento, mais precisamente a partir da década de 90, sobrevindo o fenômeno chamado “interiorização da violência” em processo que se identificou após a virada do século. A economia local é sustentada na agricultura e no comércio; a cidade possui parque industrial pouco desenvolvido, mas em ascensão, e um comércio fortalecido na sua área central. Assis possui sete centros de ensino universitário o que atrai um número de aproximadamente 7.000 estudantes. Essas características tornam Assis centro regional que congrega outros 12 municípios de menor população, polarizando exatamente a área de circunscrição do Batalhão e da Delegacia Seccional respectiva, com sedes locais. Outra característica que chama atenção é a concentração de estabelecimentos prisionais. Assis possui um presídio com ocupação aproximada de 1.200 presos, que cumprem penas em regime fechado e um anexo de detenção provisória com 300 presos em situação provisória, ou em trânsito. Ainda, em um raio de 40 km de distância, já em outras cidades da mesma região, existe outro presídio (em Paraguaçu Paulista), com mais 700 presos, uma cadeia em que permanecem provisoriamente os presos em flagrante da região (em Palmital), com ocupação média de 50 presos, e uma cadeia feminina (em Lutécia), com 68 presas. Se a proximidade de estabelecimentos prisionais inaugurados na década de 90 no interior do estado de São Paulo não pode ser indicada como causa imediata e exclusiva de aumento de criminalidade local, como defendem alguns estudiosos, é certo que não se pode negar o impacto social causado pela circulação de pessoas de alguma forma relacionadas aos diversos custodiados por envolvimento em práticas criminosas, grande parte deles presos na própria região, justificando iniciativas de prevenção que devem ser colocadas em prática nesse contexto. O breve relato sobre as condições encontradas na área é necessário para que o leitor se posicione a respeito das ações de policiamento desenvolvidas, razão do relato proposto, e vislumbre a possibilidade de sua aplicação em outros locais. Na verdade, ressalvadas algumas peculiaridades de determinada cidade ou região, que envolvem o fator de sazonalidade , nota-se que as mesmas dificuldades encontradas em uma cidade de porte médio (em torno de 100.000 habitantes) serão encontradas em outras, com nível populacional não muito diverso. Se o “modus operandi” dos criminosos e infratores em geral são semelhantes, as iniciativas e ações estratégicas de prevenção desenvolvidas com sucesso em determinado ambiente vão servir como solução para outros locais com os mesmos problemas e que reúnam um mínimo de semelhanças. Mesmo para o policial que atua em uma área com características geográficas e sócio-econômicas totalmente diversas da região que funcionou como laboratório dos relatos, a experiência registrada servirá como motivo de reflexão e provavelmente despertará outras aplicações que a criatividade do gestor responsável determinar, no seu respectivo local de atuação. Ainda, a possibilidade da difusão de idéias e vivências na área de policiamento preventivo - tão carente de informações e, ao mesmo tempo, tão desafiadora pela sua dinâmica - representou certamente um grande estímulo para a concepção da obra. Por fim, os autores têm consciência de que o sucesso alcançado na prevenção e na repressão imediata da criminalidade não é conseqüência de apenas uma ou outra iniciativa, mas do conjunto organizado delas, adaptado a cada realidade local, o que é responsabilidade do gestor de policiamento preventivo. Também têm a noção de que as estratégias possíveis no âmbito do policiamento preventivo não se esgotam em apenas um livro e são fruto da motivação e da criatividade dos gestores nos respectivos espaços de atuação, aliadas à integração e à divulgação. Não obstante, a sistematização das experiências e conhecimentos adquiridos ao longo da carreira lhes permitiu a elaboração de uma espécie de “manual de boas práticas” de policiamento preventivo, abordando o surpreendente número de 100 delas, conforme índice remissivo (ordem alfabética) oferecido ao final do trabalho. A pretensão é clara: fazer circular tais informações e propiciar o surgimento de outras boas práticas, inspiradas nesses mesmos registros. Álvaro Batista Camilo Coronel PM Comandante Geral da Polícia Militar de São Paulo visualize e baixe a obra completa em pdf (arquivo de 2,3 MB) no link: http://books.google.com/books?id=HXdE68HtvlEC&printsec=frontcover&hl=pt-BR